Primeiras Palavras
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Primeiras Palavras

*texto escrito especialmente para o Hai Africa por Jussara Alves.                             

Como o calor do sol espero que essas palavras também aqueçam os corações de quem tiver a oportunidade de lê-las ou ouvi-las, pois estão sendo escritas com o coração.

Atravessamos um momento bem delicado em que todos e todas estamos unidos pela nossa própria sobrevivência e pelos que nos rodeiam. Vamos vencendo paulatinamente pois somos guerreiros e guerreiras desde os nossos ancestrais mais longínquos.

Sim meus queridos e minhas queridas, a vitória está diluída em nosso sangue e esta certeza precisa ser renovada diariamente, a cada respirar e a cada oportunidade de olharmos uns nos olhos dos outros e dizermos o quanto somos privilegiados por cada amanhecer.

Façamos das dificuldades pontes para que, ao nos relacionarmos uns com os outros, possamos nos auxiliar no desafio diário do comunitarismo e do amor fraterno pois são parte constituinte de nossa existência e renovam nossa energia vital.

Tenho refletido muito o significado de “LUTA” e me entristece todos os seus sinônimos e contextos, então penso em passar a utilizar essa palavra poeticamente:

( L ) ​eveza
( U ) ​nião
( T ) ​rabalho
( A ) ​mor


Leveza em nossas relações interpessoais onde nos tratemos na horizontalidade e sem hierarquizações.

União enquanto movimento de caminharmos juntos vislumbrando objetivos comuns em favor de nossa comunidade. Trabalho no sentido de cada um de nós fazermos a nossa parte para que cooperemos uns com os outros e partilhemos os frutos obtidos de modo a não faltar o essencial para nenhum de nós.

E amor, ah o amor, aquele sentimento que torna tudo possível. Sem o amor nada faz sentido e com ele temos força para sorrir e persistir nessa jornada.

Até Breve! Ubuntu!

 

1) Jussara Alves da Silva é uma professora brasileira africana da diáspora e apaixonada por tudo que seja ligado à sua ancestralidade. Faz doutorado em educação na mesma Universidade onde fez mestrado, se especializou em história e cultura afro-brasileira e africana, educação para as relações étnico-raciais e se graduou em pedagogia, a UFJF/MG. Se aperfeiçoou em relações raciais numa outra Universidade, a UFF/RJ e atualmente trabalha com formação de professores e supervisão pedagógica nas redes estadual, municipal e privada. Mãe da Paola (14) e da Nyara (07).

1 comentário
  • Essas palavras são um afago! Feliz demais por fazer parte disso. Vamos em frente!

    Beatriz Vila Nova em

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